terça-feira, 24 de março de 2015

Crianças com albinismo são mutiladas na Tanzania





  O povo da Tanzania cultiva muitos mitos e são apegados às crenças. Para muitos, um albino, ou melhor, partes de seu corpo, é um amuleto de sorte, para outros, eles são fantasmas, uma maldição!

  Ao mesmo tempo que são conhecidas como “filhas do mal” e abandonadas pela família, pois estas acreditam que ter um albino em casa é uma maldição, as crianças com albinismo são  perseguidas e mutiladas pela população que acredita que parte de seu corpo é um amuleto de sorte.

  Nascer albino na África é lutar pela sobrevivência desde o nascimento!



  “Quando nasci, os membros da minha comunidade aconselharam minha mãe a me envenenar, nascer albino na Tanzânia significa estar condenado a sofrer [...]. [...] Quando fui para a escola comecei a ter problemas, meus colegas tinham medo de mim, medo de me tocarem, achavam que se me tocassem começariam a sangrar ou desapareceriam [...]. Muita gente não sabe o que é albinismo, pensam que sou um fantasma e às vezes acreditam que somos menos humanos.” (Hasan Hasimi, refugiado albino em seu próprio país)



  As partes dos corpos dos albinos tem grande valor para o povo daqui. Muitos políticos, pescadores, feiticeiros e empresários compram seus corpos (segundo a ONU, um corpo inteiro pode ser vendido por 75.000 dólares).
  
  Pescadores colocam pedaços dos corpos de albinos em suas redes; empresários e políticos tem partes dos corpos como amuleto para dar sorte nos negócios e nas eleições; pessoas com AIDS acreditam que ter relação sexual com um albino trará a cura!

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  Abandonado pela família, vítima de rejeição social, mutilado, considerado não humano, um fantasma, confinado à pobreza etc, o albino africano ainda tem de enfrentar os problemas de saúde, como, por exemplo, a deficiência visual e o câncer de pele. O site www.helpafricanalbinos.com informa que 80% dos albinos não chegam aos 30 anos de idade em decorrência do câncer. Pobres e sem estudar são obrigados a trabalhar em fazendas, sob o sol e, claro, sem proteção!



   
  Conforme a ONU, a Tanzânia tem cerca de 200 mil albinos e é o país que possui o maior número de ataques. Desde 2000 foram registradas 151 mortes, não estando computadas, no entanto, as mutilações sem mortes. 

  Os ativista em defesa das pessoas com albinismo trabalham com seguranças, pois também correm riscos. Lembrando: empresários e políticos estão envolvidos na caçada aos albinos, por isso o assunto é pouco discutido por aqui!

  Neste domingo fui em uma livraria em Dar es Salaam e ao perguntar à funcionária se havia algum livro sobre o albinismo, um homem se aproximou e perguntou por que meu interesse sobre o assunto(?). Sem dar muitas informações fui embora, com um pouco de medo, confesso! 

   Ah! Este é ano de eleições aqui na Tanzania, ano de maior perigo para os albinos, por isso muitos estão escondidos, estão presos, para não virarem presas! 


Asante!

Nos vemos "Pela Tanzânia"!

Susimara Weschenfelder

https://www.facebook.com/pelatanzania

segunda-feira, 9 de março de 2015

Bem-vindo (Welcome – Karibu) ao safári pela Cratera Ngorongoro!


Bem-vindo (Welcome – Karibu) ao safári pela Cratera Ngorongoro!

Você sabia que palavra “safari” tem sua origem na língua swahili (língua oficial da Tanzania, além do inglês) e significa “viagem”?!? No entanto, é comum o pessoal da África utilizar a expressão “game drive” para “safári”!

            Então vamos ao Game Drive!!



Ngorongoro Crater: é a maior cratera vulcânica inativa do mundo! Pelo número  de animais em seu interior é conhecida como a “Arca de Noé”. Ela fica ao norte da Tanzânia, praticamente divisa com o Quênia.



Foi, possivelmente, a maior aventura de nossas vidas!! Já havíamos feito safári no Parque Mikumi, mas na Ngorongoro a concentração e diversidade de animais supera qualquer parque da África! Lá foi (quase) possível ver os famosos “Big Five”: leão, elefante, búfalo, rinoceronte e o leopardo (este, infelizmente, não encontramos). Há quem coloque o hipopótamo na lista, transformando-a em “Big Six”, pois ele é o animal que mais causa mortes na África! Não, não são os leões como muitos pensam!  

Enquanto os leões dormem...

...as leoas caçam!


Hipopótamos,  os mais temidos! Raro vê-los fora da água.



O mais incrível e intrigante: ver os Massai’s (tribo nômade da Tanzânia, em outro momento falarei mais sobre eles aqui!) caminhando com os animais, dentro da Cratera! 




Outra emoção que a natureza nos proporcionou foi ver e filmar leoas caçando búfalos (chamam de “atividade” por aqui) e depois chamar seus filhotes (dezoito!!) para o almoço! Inicialmente morri de dó dos búfalos, mas... é a Natureza!

Os filhotes caminhando em direção ao lanche!
Querem ver o momento da "atividade", caçada, das leoas? Está na minha página do face:

Na Ngorongoro ficamos em um hotel construído com pedras que fica em sua borda, impossível descrever a beleza e grandiosidade deste lugar! Ao abrir a porta da varanda do quarto éramos presenteados com a vista do interior da cratera que possui 600m de profundidade e 19 km de diâmetro! E a vista do restaurante era de tirar o apetite, quero dizer, o fôlego!!


      




Caminho do Hotel até a base, dentro da Cratera
Ah! Um brasileiro também estava por aqui (risos!)!

Brasil representado!!!!


Espero que tenham viajado nesta aventura!

Mais sobre Ngorongoro Crater, no site oficial:  www.ngorongorocrater.org

Nos vemos "Pela Tanzãnia"!

Assante,
Susimara Weschenfelder

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Em breve cultura da Tanzania






 
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